quinta-feira, 7 de abril de 2011

Cabelos Perdidos.

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Eu vi
eu tenho certeza que vi
eu tenho certeza que olhei
eu tenho certeza que quase toquei

seus sonhos
seus lábios
seu desejo.

Mas eram seus cabelos
sua pele clara
suas mãos

seu sorriso de chão
sujo de amor limpo
no cheiro dos corpos entrelaçados.

Tudo era um sonho ao acordar,
a foto dela estava ali
seus cabelos caindo sobre os ombros
seu jeito de menina.

Ao fim eu chorei e rezei por ela
de joelhos.
Por ela e seu túmulo  de escolhas da vida.

Que assim seja.
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Leonardo Molinari

Saga do Eu de Mim

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Ato 1:

Caro leitor, esse poema precede ao próprio prólogo.
Não serão feitas considerações do bem ou do mal. Talvez algumas fofocas.
A caso será contado na sua essência mais simples.
É relatório poético pensado postado puro.
O autor não se responsabiliza por emoções ausentes.
É um prisma sem cor.
O amor se perdeu no meio do caminho mas foi salvo ao final.
Boa sorte em sua jornada e pegue seu troco na saída.

Ato 2:

Estavamos todos sentados.
A mesa era quadrada. Redonda. Hexagonal. Circular. Triangular. Sei lá.
Eu, Poeta, Deus, Alter-ego e a Palavra Perdida.
Todos estavamos lá. Cá. Lá. Cá. Chega!

Poeta afirmou: eu estou cansado de escrever o poema sem nada.

Alter-ego recusou: o problema é seu. Eu avisei que gosto de verde. Vermelho. Verde. Vermelho.

Eu contestou: se decida. Você nega tudo e nada diz. Eu que sofro tudo mas é você que reclama. Mama.

Deus interrompeu: a fé do fio da navalha se foi. Era pouca e morreu.
Vocês brigam mas a reza é minha. Sua. Dele. Nossa. Dele. Minha. Nunca.

Palavra-perdida ajuizou o fim dos tempos: chega. Acabou. Chorem. Chiai vós.
Eu estou fora. Já me perdi na vida. Fui promessa. Amordaçada. Criticada.
Negada.
Vocês se tornaram crianças velhas de seu tempo sem fim.

Ato 3:

Todos foram parar parando na prisão da delegacia.

Ficaram anos presos. Meses. Dias. Horas. Segundos.

Alguns morreram. Outros se perderam. Alguns renasceram.
Mas todos se esqueçeram de se serem uno ao viver.

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Leonardo Molinari

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Redes Corruptas

Redes Corruptas
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O político sorri
escreve no twitter
e recebe sem trabalhar.

O atleta comemora
dá entrevista no jornal da tarde
e se anaboliza na droga da noite.

O polícial celebra o dever
se anúncia salvador guardião do povo
e toma chopp com traficante do polvo.

O moleque da rua corre no chafariz feliz
se vive da ausência do sem viver
e toma cola crack do não viver.

A rede se torna corrupta pela ausencia
decadência podre da base da pirâmide anti-social.

E o velho na praça não está nem aí:
não se muda o mundo,
mudam-se os sonhos.

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Leonardo Molinari

Corrosão Poética

Corrosão Poética
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O poema do poeta que escreve se exaltava indo além
de si mesmo.

O poema do poeta escreve exalta indo
de si.

O poema do poeta exalta
si.

O poeta (sem poema) exalta
si
na solidão.

O si ficou só
e o poeta se perdeu no meio do caminho de sua vida
porque esqueceu de como rir e amar.

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Leonardo Molinari

A saga de dois cegos

A saga de dois cegos
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Eu pegando elevador
ela iluminando o ambiente.

Ela de vestido longo
eu de óculos escondendo meu pensamento.

Eu saltei
ela ficou.

Seu sorriso era lindo,
porém o mais estava na lindeza
pureza de olhar.

Ela estava na festa feliz
eu estava cansado do trabalho
do trabalho de olhar pra ela.

Seus cabelos longos não negavam o sorriso
sorriso de quem queria amar alguém desesperadamante
sonho de quem apenas sonhava
sonho de ausência de amar.

Ela sorria brincava cantava bebia
ela fugia de si mesma sem saber
eu fugia meu olhar atras do olhar dela.

Ela não via minha timidez
eu não via nada a não ser ela.

Ela fugia
eu andava
sonhava.

A festa acabou e a vida continuou,
trabalho
casa
trabalho
até quando tiver de ser.

Quando a encontrei de novo,
ela viu algo que não via,
mas não dizia.

Apenas sorria.

Quando a encontrei faltava algo,
algo que lhe fora tirado,
cuja esperança não sabia dizer.

O seu olhar eu não via,
mas o coração falou por mim
sem nada dizer.

Silêncio se fez com palavras que queriam dizer
dizer que nada diziam
pelo medo de dois cegos de viver.

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Leonardo Molinari

sábado, 27 de novembro de 2010

Olhar Musical

Olhar Musical
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O teu olhar é simples.
Simplicidade sem complicação.
Alguma coisa mixou e mistica
do teu olhar olhando na minha alma.
Eu não vi teu olhar.
Falei com teus olhos
mas eles estavam mumificados.
Calados no amor
da musica de seu coração
que eu via ao olhar
do teu simples amar.

Aí a porteira lá do interior
do alter-id-do-ego
Foi lá. E o só sem fez sem dó
do teu teu simples olhar.

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Leonardo Molinari

sábado, 29 de maio de 2010

Seu nome é L

Seu Nome é L

Eu estava sem estar,
ela estava lá.

Eu no orkut gmail google sei lá onde,
ela estava ali do outro lado
lado de lá
sabe-se lá onde.

Eu sorri online,
ela sorriu de volta online
online de olhos verdes
sorriso charmoso sincero.

Ela me via
eu a via,
sem nos vermos, nos viamos.
Tudo online.

Seu nome era L,
L de Laura
L de luar em vida.
E eu L de Leonardo.

Senti saudades dela sem ver.
Ela não me viu e sentiu saudades.
Tudo era saudade de idade sincera de quem se gosta
se gosta sem precisar estar.

A chegueira online nos permitia ver
ver o que muitos não viam
viam e não viviam.

Quando a vida é sincera,
a oportunidade é sincera.

Amar não tira férias,
pois o coração só para
quando para de amar.

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Leonardo Molinari

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Percepção One

Percepção
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Ela me viu,
eu não a vi.

Eu a percebi,
ela nem aí.

Eu dançava feito louco,
ela me admirava com lucidez.

Ela foi pra distante,
eu fui mais pra perto dela.

Ela dançava só,
eu passava perto dela.

Eu parei e falei,
ela escutou e sorriu.

Ela conversou comigo,
dançou.
Eu falei pra ela,
quase dançei. Poucos percebem a sinceridade.

A noite acabou.
Algo novo começou.

Ela se foi,
Eu me fui.

E nos encontramos de novo
novamente.

Eu não desisti dela.
Ela não desistiu de mim.

Eu estava de oculos, miope.
Ela estava sem oculos, vesga.

Ela sorriu.
Eu recebi um sorriso.

Ela me escutou.
Eu a escutei.

Ela foi.
Eu fui, atrás.

Ela ficou em mim,
e eu nela, e tudo fico mais simples.

A vida é assim:
Na vertigem que escutamos e não vemos,
nos transbordamos em alegria,
pois o medo vira vida
e a solidão desaparece por um sorriso,
um sorriso assim.


Leonardo Molinari
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http://engenhariadapalavra.blogspot.com/

quarta-feira, 18 de março de 2009

Poema de uma nota só

Título: Icone Código 2
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Acabou e pedi divorcio
iniciou e pedi para casar,

acordei e fui dormir
dormi e fui acordar.

Eu sou assim e nunca me decidi o que sou.
Eu jogo xadrez e gosto de futebol.

Sou tímido e falo para mil no meio da multidão.
Sou ousado e me deixo levar pelo primeiro vento.

Multiplicidade é o que sou.
Soma de meus pensamentos
Soma do meu passado
Soma do meu futuro
Soma de onde estou e onde deixo de estar.

Minha equação é tão complexa
tão complexa quanto um simples olhar.

No meio da rua vejo a multidão,
mas não peço passagem,
paro
estaciono em mim mesmo no mundo subatomico,
e coloco um ícone para estacionar meu carro,
carro que não tenho
mas é de brinquedo.

O meu icone deixei lá,
tal como um marco.

Eu quero te beijar
mas não preciso amar,
só preciso sonhar.

Sonhar é um ícone
tecnopop sonoro
sem som
pipoca doce de estar,
mar de nagevar.

Eu vou lá e você?

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Leonardo Molinari
http://engenhariadapalavra.blogspot.com/

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Poema 1

Pessoal,


Vejam mais um poema meu:

Título: Reza.
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C
alado,

fique calado,
fique calado e ouça,
ouça o silencio,
ouça,
silencio.

Pense,
raciocine firme,
raciocine firme e reflita,
reflita sobre o silencio,
reflita,
silencio.

Socorro. Help. Ajudem.
Grito nas palavras mudas.
Apenas grito sem gritar,
faço do meu silencio um grito,
um grito de fé mudo.

Apenas rezo sobre minhas penas,
penando na minha fé.


Leonardo Molinari
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http://engenhariadapalavra.blogspot.com/

terça-feira, 20 de maio de 2008

Post de Abertura - Blog Engenharia da Palavra - Poesia e muito mais

Pessoal,


este é post de abertura do blog Engenharia da Palavra. Pra começar vai uma poesia inédita minha. Boa Leitura:

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Fenix de Nós

O defeito de cada um de nós
nós nos num cabe em nós,

o efeito de nossos atos se vai de nós
nos dias além de nós,

o feito assim retorna em nós
nos num sabe se pro bem ou mal de nós,

o eito se faz nós
nos dias sem fim em nós,

o ito no transforma além de nós
nós aprendemos e mudamos não de nós,

o to é estar assim: corda sem nós
nós em cordel de nós,

o ó é espanto de nós
nos momentos vividos por nós.
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Abraços,

Leonardo Molinari
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http://engenhariadapalavra.blogspot.com/
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